Andrômeda
Princesa etíopeMitologia gregaMitologia grega · Filha de Cefeu e Cassiopeia · Constelação boreal
A Ira de Posêidon
Andrômeda é filha do rei Cefeu da Etiópia e da rainha Cassiopeia. Sua mãe comete a imprudência de afirmar que ela — e sua filha — superam em beleza as Nereidas, ninfas marinhas a serviço de Posêidon. A ofensa não pode ficar impune: as Nereidas levam sua queixa ao deus do Mar, que envia o terrível monstro Cetus para devastar as costas do reino.
Desesperado, Cefeu consulta o oráculo de Ammon. A resposta é categórica: para aplacar Posêidon e pôr fim à devastação, é preciso entregar Andrômeda ao monstro. A princesa é acorrentada a uma rocha na orla — um sacrifício expiatório oferecido às ondas furiosas. Cefeu e Cassiopeia prometem a mão de sua filha, e seu reino, a quem conseguisse libertá-la.
Perseu & o Resgate
Perseu, de volta de sua expedição contra Medusa, sobrevoa a orla no cavalo alado Pégaso e avista Andrômeda acorrentada. Tomado por sua beleza, negocia com Cefeu e parte em socorro da princesa. Ele utiliza a cabeça decapitada de Medusa — cujo olhar petrifica quem a contempla — e transforma o monstro Cetus em pedra assim que ele emerge das ondas.
A promessa é cumprida: Perseu se casa com Andrômeda. Mas no banquete de casamento, o tio da noiva, Fineu, a quem ela havia sido prometida, tenta retomá-la à força. Perseu brande novamente a cabeça de Medusa e petrifica Fineu e seus seguidores. Andrômeda e Perseu formam juntos a linhagem dos Perseidas, da qual descende, entre outros, Héracles.
A Constelação
Após sua morte, Andrômeda foi colocada por Atena entre as estrelas, perto de Cassiopeia, Cefeu e Perseu — toda a família reunida para a eternidade no céu boreal. A constelação de Andrômeda é uma das 88 constelações modernas oficiais: situa-se ao sul de Cassiopeia, a oeste de Perseu e ao norte de Pégaso.
A constelação abriga a famosa Galáxia de Andrômeda (M31), a galáxia mais próxima da Via Láctea, visível a olho nu. Com cerca de 300 bilhões de estrelas, M31 é o símbolo da imensidão e da grandiosidade — assim como a cadeia de névoa que leva esse nome em Saint Seiya.
Em Saint Seiya
Cavaleiro de BronzeShun de Andrômeda é um dos cinco Cavaleiros de Bronze protagonistas. Sua armadura leva o nome da princesa etíope, e sua arma principal — a Corrente Nebulosa — evoca as correntes que prendiam Andrômeda à rocha antes da intervenção de Perseu. Os anéis de Andrômeda não são simples amarras: são uma barreira defensiva quase intransponível, que se fecha em torno do adversário assim como o destino envolveu a princesa.
O mito também ilumina o caráter de Shun. Andrômeda foi salva por Perseu, seu protetor externo — assim como Shun é frequentemente resgatado ou protegido por seu irmão mais velho Ikki da Fênix. Essa solidariedade fraternal, pilar de sua relação, reproduz a dinâmica do mito: uma alma pura preservada pela força de outro.
Paradoxalmente, o cosmos de Shun é de um poder devastador, e a armadura de Andrômeda — segundo a lenda do mangá — nunca deveria ter lhe pertencido: ela estava destinada a um guerreiro de coração assassino. Shun, no entanto, luta contra sua própria natureza violenta, assim como Andrômeda lutava contra um destino que não havia escolhido.
Atributos




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